CONTRIBUIÇÃO DA IGREJA ANGOLANA À CONSERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE CASO DAS IGREJAS CATÓLICA ROMANA E EVANGÉLICAS
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Resumo
A Contribuição da Igreja Angolana à Conservação do Meio Ambiente é uma pesquisa bibliográfica e de campo, que se propôs aferir sobre a participação dos cristãos no cuidado que a humanidade ao meio ambiente. Inicia com uma breve discussão sobre o conceito meio ambiente, a partir de duas perspectivas, secular e cristã. Estabelece que a segunda metade do século XX é o tempo do surgimento da consciência ambientalista contemporânea, e menciona a primeira obra científica sobre meio ambiente, assim como sua autora. Faz uma análise dos documentos produzidos por algumas das mais importantes conferências e cimeiras mundiais sobre o meio ambiente, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas, realizadas entre 1972 e 2023. Avalia o impacto daquelas conferências e cimeiras na vida dos habitantes da Terra e de Angola em particular. Para entender e explicar a actual atitude da Igreja Angolana em relação à conservação do meio ambiente, este trabalho fez um levantamento da herança de interpretações bíblicas e teológicas sobre o papel do ser humano como mordomo da Criação, desde a Igreja Primitiva até a Igreja Contemporânea. Afirma-se a importância da inclusão da espiritualidade africana no estudo do meio ambiente, pela Igreja Angolana. Comparando com o papel da Igreja universal, a pesquisa indica que em muitos países ela já contribui para a conservação do meio ambiente através da educação ambiental, projectos de reflorestação e trabalhos de pesquisa. Também exemplifica que, ao nível global, a Igreja Metodista Unida (IMU) tem no seu Livro de Disciplina um parágrafo que aborda a conservação ambiental, tal como a Igreja Católica Romana recomenda o estudo de uma encíclica papal chamada Laudato Si, que adverte a humanidade sobre o perigo da destruição ambiental. Aquela encíclica convida todos cristãos a participarem da tarefa de conservação do meio ambiente. O estudo aponta como factores principais da destruição ambiental em Angola, as indústrias de petróleo, diamantes, madeira, assim como a pesca de arrasto e queimadas no meio rural; pois, essas são causas do aquecimento global, poluição atmosférica, de rios e oceano, escassez de pescado e de erosão e infertilidade de solos. Constata que na Igreja Angolana há grande escassez de documentos escritos ou por outros meios, que retratem a conservação do meio ambiente. No fim faz algumas recomendações para a participação activa da Igreja e ao Governo Angolano.
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