GRUPOS PEQUENOS NA TRADIÇÃO METODISTA DESENVOLVIMENTOS HISTÓRICOS, ANÁLISES E PROPOSTAS PARA BRASIL
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Resumo
Este artigo analisa a tradição metodista dos “grupos pequenos” como elemento fundamental da eclesiologia e da prática da fé. Partindo da experiência inglesa com sociedades, classes e bandas, demonstra-se que estes grupos funcionaram como espaços de intercâmbio espiritual, disciplina comunitária e crescimento mútuo. Nos Estados Unidos, o metodismo episcopal manteve as classes por mais tempo, mas acabou por substituí-las pela Escola Dominical, deslocando o foco da ortopraxia para a ortodoxia. No Brasil, o metodismo chegou durante o auge da Escola Dominical, que se consolidou como principal instrumento de educação cristã, enquanto as federações reforçaram a participação leiga. O estudo destaca ainda iniciativas contemporâneas de discipulado, que variam entre abordagens catequéticas, evangelísticas, pastorais e comunitárias, como os grupos de koinonia e de responsabilidade mútua. Conclui-se que os grupos pequenos permanecem centrais na tradição metodista, embora em constante transformação, refletindo tensões entre correntes religiosas que privilegiam a ortodoxia, a ortopraxia ou a santificação.
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