INFLUÊNCIA DA IMIGRAÇÃO RELIGIOSA NO MOSAICO CULTURAL ANGOLANO
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
O tema central do presente estudo é a imigração religiosa no mosaico cultural angolano. De certa forma procuramos responder a seguinte questão: Como a imigração religiosa tem influênciado o mosaico cultural angolano? O objectivo do estudo é analisar a influência da imigração religiosa no mosaico cultural angolano. Os protocolos metodológicos assentam sobre a investigação exploratória, com enfoque qualitativo. Para a recolha de dados foi empregue a técnica da entrevista em profundidade através de um guião aplicada a sete pastores de diferentes denominações religiosas implantads em Luanda. O referencial teórico pondera sobre o contexto histórico da construção do Estado-nação em Angola tendo como ponto de partida os Estados pré-coloniais, seguindo a luta travada para a construção da angolanidade de onde se desponta a teoria da angolanidade religiosa. Quanto aos resultados da investigação os dados revelam que a imigração religiosa tem se encarregado em trazer culturas estranhas no espaço territorial angolano. Concluiu-se que a imigração religiosa tem influênciado o mosaico cultural angolano, na medida em que, trazem contributos alheios ao mosaico cultural angolano e subalterniza as línguas nacionais, adoptando as línguas e costumes das populações imigradas.
Palavras-chave: Imigração religiosa, Cultura, Angola.
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0.
A revista KWIJIYA: Revista Angolana de Religião, Teologia, Sociedade adota a política de acesso livre, permitindo que todo o seu conteúdo esteja disponível gratuitamente e sem barreiras imediatas ao público leitor.
Os textos publicados estão licenciados sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0). Isso significa que os leitores e leitoras podem copiar, distribuir, exibir e executar os textos, bem como criar obras derivadas, desde que:
- Seja atribuída a autoria original de forma adequada, mencionando como primeiro host revista KWIJIYA: REvista Angolana de Religião, Teologia, Sociedade
- Não haja uso comercial do conteúdo;
- As obras derivadas sejam distribuídas sob a mesma licença.
Esta política visa promover a circulação do conhecimento, respeitando os direitos autorais e incentivando práticas colaborativas e éticas na produção científica.
Referências
Altuna, R. R. (2006). Cultura Tradicional Bantu. Paulinas editores.
Baur, J. (2002). 2000 Anos de Cristianismo em África. Uma História da Igreja Africana. Paulinas.
Carvalho, E. d. (1978). Ouço os passos de milhares. Edições Igreja Metodista Unida de Angola.
Coelho, V. (2010a). Os Tùmùndòngò os Génios da Natureza e os Kílàmbà. Kilombelombe.
Estermann, C. (1983). Etnografia de Angola (Sudoeste e Centro) colectânea de Artigos Dispersos vol. I. Intituto de Investigação científica Tropical.
Goody, J. (1986). A Lógica da Escrita e a Organização da Sociedade. edições 70.
Grenfell, J. (1998). História da Igreja Baptista Em Angola 1879-1975. Edições Baptist Missionary Society.
Gromiko, A. (1987). As regiãoes da áfrica Tradicionais e Sincréticas. (G. Mélnikov, Trad.). Edições Progresso.
Heintze, B. (2007). Angola nos Séculos XVI e XVII. Kilombelombe.
Henderson, L. W. (2001). A Igreja em Angola. Um Rio com Várias Correntes. (2ª ed). Editorial Além-mar.
Júlio, A. d. (2004). Vestígios Históricos e o povoamento do território de Angola de 1000 a 1600 D.C. Autor.
Malumbu, M. (2005). Os Ovimbundu de Angola: Tradição - Economia e Cultura Organizativa. Edizioni Viver In.
Mbokolo, E. (2007). África Negra História e Civilização do Século XIX aos Nossos Dias. Tomo II. Edições Colibri.
Miller, J. C. (1995). Poder Político e Parentesco. Os antigos Estados Mbundu em Angola. Arquivo Histórico Nacional.
Muaca, E. A. (2001). Breve história da evangelização de Angola (2ª ed.). CEAST, S.L.
Neto, M. d. (1997). Ideologia da colonização de Angola. Lusotopie, 337.
Santos, A. (2019). Contributo do Tocoísmo para o Nacionalismo Angolano. BC Livtec, Lda.
Santos, A. (2022). O Tocoísmo: A Construção da Identidade Religiosa Nacional por Processos Migratórios. Cadernos CIS 01, 20-25.
Santos, A. (2023). Representações Sociais Sobre a Ameaça da Proliferação das Seitas Religiosas na Segurança Pública. Publicae Securitatis. Segurança Pública. Revista Científica do Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, 295-312.
Silva, E. L., & Menezes, E. M. (2005). Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação (4ª ed). UFSC.
Sungo, M. L. (2015). O Reino do Mbalundu: Identidade e Soberania Política no Contexto do Estado Nacional Angolano Actual (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina . Huambo: UFSC.