ETAPAS E PERCURSO DA MULHER NO MINISTÉRIO PASTORAL EM ANGOLA CASOS DAS IGREJAS METODISTA UNIDA EM ANGOLA/IUMUA E A IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL EM ANGOLA/IECA
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
O presente estudo analisa as etapas históricas e o percurso socio-pastoral da mulher no ministério pastoral em Angola, com enfoque na Igreja Metodista Unida em Angola (IMUA) e na Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA). Entre as décadas de 1960 e 2000, verificou‑se, em ambas as denominações, uma exclusão sistemática das mulheres do exercício da liderança pastoral, especialmente nas congregações de Luanda. A partir de entrevistas e do exame de obras de pastoras pioneiras — como a Rev.ª Domingas Silvério Pegado Muginga, a Rev.ª Rita Mário Fernandes Webba e a Rev.ª Antónia Zeferino Gomes (IMUA), bem como a Rev.ª Ilda Valério e a Rev.ª Adelaide Tomás Manuel (IECA) — investigámos as razões socioculturais, eclesiológicas e históricas que sustentaram essa exclusão. Os testemunhos recolhidos revelam que a aculturação bantu tradicional, marcada pela atribuição de papéis sociais diferenciados entre homens e mulheres, contribuiu para a resistência à presença feminina no ministério pastoral. Apesar disso, as pastoras pioneiras abriram caminhos significativos, demonstrando a capacidade intelectual, moral e espiritual das mulheres para exercer funções de liderança na Igreja e na sociedade. Os resultados indicam que a superação da exclusão de género no ministério pastoral exige o fortalecimento da autovalorização feminina, o reconhecimento das suas competências e a desconstrução de padrões discriminatórios herdados da tradição. Concluímos que é necessário consolidar os avanços já alcançados, garantindo que a participação das mulheres na liderança eclesial seja plenamente reconhecida até que a partilha equitativa do poder seja uma realidade assumida por todos.
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0.
A revista KWIJIYA: Revista Angolana de Religião, Teologia, Sociedade adota a política de acesso livre, permitindo que todo o seu conteúdo esteja disponível gratuitamente e sem barreiras imediatas ao público leitor.
Os textos publicados estão licenciados sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0). Isso significa que os leitores e leitoras podem copiar, distribuir, exibir e executar os textos, bem como criar obras derivadas, desde que:
- Seja atribuída a autoria original de forma adequada, mencionando como primeiro host revista KWIJIYA: REvista Angolana de Religião, Teologia, Sociedade
- Não haja uso comercial do conteúdo;
- As obras derivadas sejam distribuídas sob a mesma licença.
Esta política visa promover a circulação do conhecimento, respeitando os direitos autorais e incentivando práticas colaborativas e éticas na produção científica.
Referências
Advogados, F. (2015). Código da família Angola. Editora Plural.
Ambert, A. M. (1997). Parents, children, and adolescents: Interactive relationships and development in context. Haworth Press.
Ambert, A. M. (2009). Divorce: faits, causes et conséquences. Institut Vanier de la famille.
Bertaux, D. (1980). L'approche biographique: sa validité méthodologique, ses potentialités. Cahiers internationaux de sociologie. Payot.
Chodorow, N. (1990). Psicanálise da maternidade: uma crítica a Freud a partir da mulher. Rosa dos Tempos.
Glat, R. (1994). Ser mãe e a vida continua. Agir.
Governo de Angola. (2012, setembro). Planeamento familiar.
Grawitz, M. (1998). Métodos em ciências sociais e humanas. PUF.
INAC. (2010). Família monoparental e suas consequências.
Jacques, M. (1996). Identidade e trabalho: uma articulação indispensável (p. 46). Best Seller.
Juby, H., et al. (2005). Quand les parents se séparent: nouveaux résultats de l'Enquête longitudinale nationale sur les enfants et les jeunes (rapport de recherche). Ministère de la Justice du Canada.
Kanaane, R. (1994). Comportamento humano nas organizações: homem rumo ao século XXI (p. 98). Atlas.
Lelievre, C. (1991). História da escolarização das meninas. Nathan.
Mosconi, N. (1994). Mulheres e saberes: sociedade, escola e divisão sexual dos saberes. L’Harmattan.
OMA. (2014, dezembro). Relatório anual de 2014 sobre os litígios conjugais.
Ovejero Bernal. (2010). Psicologia do trabalho em um mundo globalizado: como enfrentar o assédio psicológico e o estresse no trabalho. Artmed.
Sarti, C. A. (1997). Os filhos dos trabalhadores: quem cuida das crianças? In Bretas (Anais? – informação incompleta). Goiânia.
Schirmer, J. (1997). Trabalho e maternidade: qual o custo para as mulheres? In Bretas (pp. 101–113). Goiânia.