EL PROTESTANTISMO EN SANTO TOMÉ Y PRÍNCIPE COMO INICIATIVA Y TESTIMONIO DE LOS TRABAJADORES ANGOLANOS CONTRATADOS

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Jaider Batista da Silva

Resumen

A finales del siglo XIX y comienzos del XX, misiones protestantes americanas, inglesas y suizas se establecieron en Angola, entonces colonia portuguesa. Dedicadas al trabajo social y a la evangelización, enfrentaron restricciones hasta la caída de la monarquía en 1910 y la Ley de Separación entre Iglesia y Estado en 1911, que permitió mayor libertad, incluida la construcción de templos. Además de evangelizar, invirtieron en escuelas, hospitales y talleres, formando liderazgos autóctonos —pastores, maestros, enfermeros y gestores— que representaron a sus pueblos y desarrollaron conciencia crítica sobre la colonización y la independencia. Sin embargo, muchos de estos líderes fueron reclutados por la fuerza como sirvientes o “contratados” para las plantaciones de cacao en Santo Tomé y Príncipe. El periódico O Estandarte registró, entre 1933 y 1961, episodios de este reclutamiento compulsorio. En condiciones de semiesclavitud, varios contratados protestantes ejercieron liderazgo, denunciaron abusos y organizaron comunidades de fe. Este artículo documenta la creación de la Iglesia Evangélica de Santo Tomé y Príncipe, no como fruto de misiones extranjeras, sino como iniciativa de contratados angoleños. Su experiencia muestra cómo la fe protestante se convirtió en instrumento de resistencia y solidaridad en la diáspora forzada, dejando un legado religioso y político duradero.


 

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Cómo citar
da Silva, J. B. (2026). EL PROTESTANTISMO EN SANTO TOMÉ Y PRÍNCIPE COMO INICIATIVA Y TESTIMONIO DE LOS TRABAJADORES ANGOLANOS CONTRATADOS. KWIJIYA: Revista Angolana De Religião, Teologia, Sociedade, 2(1), 1–16. Recuperado a partir de https://revista.mutue.ao/index.php/kwijiya/article/view/56
Sección
Artículos

Citas

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