LE PROTESTANTISME À SÃO TOMÉ ET PRÍNCIPE COMME INITIATIVE ET TÉMOIGNAGE DES TRAVAILLEURS ANGOLAIS SOUS CONTRAT

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Jaider Batista da Silva

Résumé

À la fin du XIXe siècle et au début du XXe, des missions protestantes se sont établies en Angola, alors colonie portugaise. Consacrées au travail social et à l’évangélisation, elles ont subi des restrictions jusqu’à la chute de la monarchie en 1910 et la Loi de Séparation, qui permit plus de liberté, notamment la construction de temples. Elles ont aussi investi dans des écoles, hôpitaux et ateliers, formant des leaders autochtones  qui ont représenté leurs communautés et développé une conscience critique de la colonisation et de l’indépendance.


Beaucoup de ces leaders furent néanmoins recrutés de force par le gouvernement colonial comme domestiques ou “travailleurs sous contrat” pour les plantations de cacao de São Tomé et Príncipe. Le journal O Estandarte a enregistré, entre 1933 et 1961, plusieurs épisodes de ce recrutement imposé. Dans des conditions de semi-esclavage, des protestants sous contrat ont exercé un leadership, dénoncé les abus et organisé des communautés de foi.


Cet article documente la création de l’Église Évangélique de São Tomé et Príncipe, non par des missions étrangères, mais par des travailleurs angolais sous contrat. Leur expérience montre comment la foi protestante devint instrument de résistance et de solidarité, laissant un héritage religieux et politique durable.

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Comment citer
da Silva, J. B. (2026). LE PROTESTANTISME À SÃO TOMÉ ET PRÍNCIPE COMME INITIATIVE ET TÉMOIGNAGE DES TRAVAILLEURS ANGOLAIS SOUS CONTRAT. KWIJIYA : Revue Angolaise De Religion, Théologie, Société, 2(1), 1–16. Consulté à l’adresse https://revista.mutue.ao/index.php/kwijiya/article/view/56
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