A LÍNGUA MATERNA E A ETNIA COMO PILARES FUNDAMENTAIS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
Este artigo discute essencialmente a temática da língua materna e a etnia que ao nosso ver se constituem em alicerces da identidade cultural e social e que a nossa juventude tem vituperado. Hoje em dia, a nossa experiência profissional, como académico e pastor, tem sido o grande mestre sobre a crise da identidade que a nossa juventude vive. A realidade do nosso país revela que a juventude vive uma crise de identidade cultural fruto da globalização, urbanização acelerada, gentrificação, mudanças sócias e económicas e a falta de políticas de preservação por parte do nosso governo. Obviamente, sociedades vulneráveis culturalmente como a nossa, esses factores estão a promover a homogeneização cultural, visto que se observa a substituição das culturas locais por influências externas dominantes, cujo resultado é a perda de tradições e a consequente desorientação cultural. O avanço da tecnologia consubstanciada na internet, inteligência artificial e outros, reforçam o afastamento dos jovens da sua identidade cultural. Deve-se saber que as sociedades multilíngues e multiculturais existem através das suas línguas, que transmitem e preservam o conhecimento e as culturas tradicionais de forma sustentável.
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0.
A revista KWIJIYA: Revista Angolana de Religião, Teologia, Sociedade adota a política de acesso livre, permitindo que todo o seu conteúdo esteja disponível gratuitamente e sem barreiras imediatas ao público leitor.
Os textos publicados estão licenciados sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0). Isso significa que os leitores e leitoras podem copiar, distribuir, exibir e executar os textos, bem como criar obras derivadas, desde que:
- Seja atribuída a autoria original de forma adequada, mencionando como primeiro host revista KWIJIYA: REvista Angolana de Religião, Teologia, Sociedade
- Não haja uso comercial do conteúdo;
- As obras derivadas sejam distribuídas sob a mesma licença.
Esta política visa promover a circulação do conhecimento, respeitando os direitos autorais e incentivando práticas colaborativas e éticas na produção científica.
Referências
Asha, A. (2024). Língua como elemento constitutivo da identidade e cultura. Foco 17(6), 1-22.
DOI: 10.54751/revistafoco.v17n6-047
Barth, F. (1984). Problems in conceptualizing cultural pluralism, with illustrations from Sohar, Oman. In D. Maybury-Lewis (Ed.), The prospects for plural societies (pp. 77–87). American Ethno-logical Society.
Bauman, Z. (2005). Identidade. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.
Chauí, M. de S. (2006). Cidadania cultural: o direito à cultura. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo.
Castells, M. (2018). O Poder da identidade. 9ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
Comissão Nacional da Unesco (fev. 2026). Dia Internacional da Língua Materna, 21 de fevereiro de 2026: As vozes da juventude sobre a educação multilíngue. Palácio das Necessidades, Lisboa.
https://www.unesco.org/ en/days/mother-language?hub=6333
Coracini, M. J. (2003). Língua estrangeira e língua materna: uma questão de sujeito e identidade, in M. J. Coracini (Org.). Identidade e Discurso: (des)construindo subjetividades (pp. 139-160) Editora da UNICAMP.
De Saussure, F. (2002). Curso de lingüística geral. Organização de Charles Bally e Albert Secheha-ye com a colaboração de Albert Riedlinger. Trad. De Antônio Chelini, José Paulo Paes e Izidoro Blikstein. 24ª ed. São Paulo: Pensamento-Cultrix.
Dubar, C. (1998). A socialização: construção das identidades sociais e profissionais. São Paulo: Martins Fontes.
Eagleton, T. (2005). A idéia de cultura. Tradução de Sandra Castello Branco. São Paulo: UNESP.
DOI: 10.5380/rel.v70i0.5945
El-Enany, K. (fev. 2026). Message de M. Khaled El-Enany, Directeur général de l’UNESCO, à l’occasion de la Journée internationale de la langue maternelle. UNESCO: Program and Meeting Document.
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000397416_fre
Erikson, E. H. (1968). Identity, youth and crisis. New York: W. W. Norton Company.
Fishman, J. A. (1967). Bilinguism with and without diglossia; diglossia with and without bilinguism. Journal of Social Issues 23, 29-38.
DOI: https://doi.org/10.1111/j.1540-4560.1967.tb00573.x
Goffman, E. (1982).Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: Zahar Editores.
Hall, S. (2004). A identidade cultural na pós-modernidade.9ª ed. Rio de Janeiro: DP&A.
Hymes, D. H. (1974). Foundations in sociolinguistics. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.
Locke, J. (1999). Ensaio sobre o Entendimento Humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda.
Mateus, M.H.M & Villalva, A. (2006). O Essencial sobre a linguística- Lisboa: O Caminho.
Martinazzo, C. J. (2013). Identidade Humana: Unidade e Diversidade Enquanto Desafios para uma Educação Planetária. Revista Contexto & Educação 25(84), 31–50.
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2010.84.31-50
Poutignat, P.; Streiff-Fenrart, J. (1998). Teorias da etnicidade: seguido de Grupos étnicos e suas fronteiras de Fredrik Barth. Tradução Elcio Fernandes 2º Reimpressão. São Paulo: Fundação Editora da UNESP.
Sankoff, G. (1982). The social life of language. Resenha de Paul Stoller Language in Society 11(1), 105-109.
Santana, J. D. de. (2012). Língua, cultura e identidade: a língua portuguesa como espaço simbólico de identificação no documentário: Língua - vidas em português. Linha D’Água 25(1), 47-66. https://doi.org/10.11606/issn.2236-4242.v25i1p47-66DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2236-4242.v25i1p47-66
Signorini, I. (Org.) (1998). Língua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas: Mercado de Letras.
Tamba, P.; Timbane, A. A. (2024) A política e o planejamento linguístico na África: caminhos para a valorização das línguas africanas. Revista InterteXto 17(1), 10-18.
DOI: https://doi.org/10.18554/it.v17i00.5913
UNESCO. (2026). International Mother Language Day. UNESCO.